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domingo, 24 de março de 2019

Guiné 61/74 - P19617: Tabanca da Linha (2): 42º almoço-convívio, Algés, 21/3/2019: alguns dos melhores 'apanhados' pela objetiva do grande fotógrafo Manuel Resende (Parte I)


Raul Folques  (Murtal, Parede / Cascais)


Maria Irene (Lisboa)


Maria Irene e Virgínio Briote (Lisboa)


Jorge Araújo (Almada)


Manuel Joaquim ( Agualva-Cacém / Sintra)


Joaquim  Nunes  Sequeira (Colares / Sintra)


Mário Santos (Olhão)


Jorge Pinto (Massamá / Sintra)


Joaquim Grilo (Algés / Oeiras)


Miguel Rocha ( Linda-A-Velha / Oeiras)


Manuel Macias (Linda-A-Velha / Oeiras)



 Adolfo Cruz (Algés / Oeiras)



António Joaquim Alves (Carregado / Alenquer)



José Jesus (Trajouce / Cascais)



Francisco Palma  (Estoril / Cascais)




António Duque Marques (Amadora)



Jorge Canhão (Setúbal, ex-Oeirss)



Oeiras >Algés > Restaurante Caravela de Ouro > Tabanca da Linha > 42º Almoço-convívio > 21 de março de 2019 >  Alguns dos 'apanhados'

Fotos (e legendas): © Manuel Resende  (2019). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. O nosso camarada Manuel Resende não é apenas o régulo da Magnífica Tabanca da Linha, por direito sucessório... 

A morte do Jorge Rosales criou um vazio... E como o poder tem horror ao vazio, logo o régulo adjunto se perfilou para suceder ao "comandante" (como ele era carinhosamente  tratado, o Jorge Rosales)... 

Não houve tempo de reunir o conselho dos homens grandes da Tabanca da Linha... O Manuel Resende, sempre discreto, tem dado tantas e tão boas provas, como adjunto ou secretário, que os "Magníficos" logo decidiram, por unanimidade e aclamação, sentá-lo na "turpeça" da Magnífica Tabanca da Linha...

O Manuel Resende, entre muitos outros méritos e talentos, é um grande fotógrafo... É ele que faz a cobertura fotográfico dos eventos da Tabanca da Linha.... Ninguém como ele sabe "apanhar em flagrante" os Magníficos, antes do início das hostilidades gastronómicas...

Desta vez, estava tudo bom, e foi bem servido, os comes e os bebes... Parabéns à gerência do restaurante "Caravela de Ouro". No 42º almoço-convívio, que se realizou na passada 5ª feira, dia 21 de março, estavam presentes mais de meia centena de "Mangíficos" (e apenas duas "Magníficas", a esposas do Virgínio Briote e do Zé Carioca). Destaque para o camarada Raul Folques, que começou a aparecer na Tabanca da LInha, e a quem o nosso editor Luís Graça reiterou o convite para integrar também a Tabanca Grande. Por sua vez, ele ele teve palavras de grande apreço pelo trabalho realizado pelo nosso blogue. (Tem 12 referências no nosso blogue.)

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2. A propósito o Mário Santos, que é membro da Tabanca Grande, escreveu o seguinte na página do Facebook da Tabanca da Linha, com data de 22 do corrente:


O nosso muito obrigado ao Manuel Resende pela esplêndida organização do convívio do dia 21/03/2019. 

Como já é hábito, decorreu sem falhas, e num ambiente cordial entre amigos de longa data. Desta vez, fomos brindados com uma reportagem fotográfica individual de alto gabarito. 

Parabéns a todos os que compareceram, uma saudação especial aos ausentes e um grande abraço a todos...até Maio!!!

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Guiné 61/74 - P18347: Fotos à procura de... uma legenda (101): a "turpeça" do Jorge Araújo (ex-fur mil op esp/ranger, CART 3494 (Xime-Mansambo, 1972/1974)


Guiné > Região de Bafatá > Xime > Tabanca >  c. agosto / setembro de 1972 > O nosso camarada Jorge Araújo sentado na sua "turpeça"..

Foto (e legenda): © Jorge Araújo (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Guiné-Bissau > Região de Cacheu > Jufunco ou Djufunco > 9 de maio de 2013 >  Os dois régulos locais  com as suas "turpeças" que nunca largam por nada deste mundo... Dois tipos agarrados ao poder, deve ter pensado o régulo da Tabanca de Matosinhos, Zé Teixeira... Sentar-se no banquinho do régulo é punível com a pena capital... Os felupes não fazem a coisa por menos...

Foto (e legenda): © José Teixeira (2013). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem, enviada hoje, às 19:22, pelo nosso colaborador permanente (e próximo editor), Jorge Araújo, ex-fur mil op esp/ranger, CART 3494  (Xime-Mansambo, 1972/1974):

Caro Luís,

Será que pode-se considerar uma "turpeça", onde me encontro sentado? A ser verdade, deve ser uma muito antiga, ou um modelo diferente das que vimos nas fotos do camarada  Zé Teixeira. (*).

Ab. Jorge Araújo.


2. Comentário do editor LG:

Jorge, é surpreendente a capacidade de resposta dos nossos grã-tabanqueiros, a qualquer hora do dia, da noite ou da semana... Há sempre uma história, uma foto, um episódio, uma expressão, uma palavra... a propósito de tudo ou quase tudo o que aqui  abordamos, relativamente à nossa querida Guiné, às suas gentes, à sua cultura, à  sua história e à nossa relação com aquela terra, aquele povo...

Obrigado pela tua foto, enviada carinhosamente, "just in time"... Pois, claro, que é uma "turvela" o banquinho em que estás sentado, com uma criança ao colo e com uma catana na mão direita... Deve ser no Xime, por volta de 1972, mas também podia ser no Enxalé ou em Mansambo (aqui menos provável, já que a população era reduzida, pelo menos no meu tempo, aos guias das NT e suas famílias).

É uma "turvela", sim, senhor, embora mais tosca do que as dos "colegas" do nosso  Zé Teixeira, os régulos de Djufunco, no chão felupe... As "turpeças" deles são  mais artísticas e mais leves, e curioso, têm uma reentrância que facilita o seu transporte manual...

Mais curioso ainda, e não vá o irã tecê-las, têm uma cordel atado à mão do régulo que é o único (e cioso) proprietário do "banquinho"... Não sei o que é que aconteceria  Zé Teixeira (ou a esposa) se se sentasse, inadvertidamente, na "turpeça" do régulo... No mínimo, teríamos um grave incidente diplomático... Ainda bem que o Zé Teixeira é um profundo conhecedor das idiossincrasias guineenses... e sobretudo é um homem sábio.

A tua "turvela", meu caro Jorge, parece ser fula e,  nesse caso, diz-se um "cirã"... Em mandinga, não sei como se diz... Oferecer uma "turvela" a um convidado, estrangeiro como nós, era um ato de grande hospitalidade e de deferência... Claro que não era pelos nossos lindos olhos mas pelo que representávamos, aos olhos dos régulos, das milícias e da população...

Recordo-me de, em Saré Ganá (**), com dois meses e meio de Guiné, ainda "periquito" com todas   as penas verdes no corpo, me terem "oferecido" (sic) uma  morança, uma enxerga de palha de capim, uma "turpeça" e... uma jovem trintona  (uma das mulheres do comandante da milícia),  quando fui, com uma secção, reforçar o frágil sistema de autodefesa da tabanca, no desgraçado regulado de Joladu, no subsetor do Geba... 

Meio embaraçado com a hospitalidade local  (fula ou mandinga?), foi lá que me apercebi do profundo significado socioantropológico de ter ou não ter uma "turpeça"... Os meus soldados, fulas, dormiam numa esteira, quer dizer, no chão... e comiam à volta de um alguidar de arroz, acocorados no chão... Só ontem, ao fim de quase 50 anos, é que eu ouvi ou li, pela primeira vez, a palavra "turpeça"... e apercebi-me da importância de se ter ou não uma "turpeça" naquelas paragens, ontem e hoje...
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Notas do editor:

(*) Último poste da série > 23 de fevereiro de 2018 > Guiné 61/74 - P18345: Fotos à procura de...uma legenda (100): quem não tem "turpeça", senta-se no chão... e quem "turpeça" também cai...

(**) Vd. poste de 17 de fevereiro de 2006 > Guiné 63/74 - P535: Fátima, a furtiva gazela de Sare Ganá (Luís Graça)